Capítulo 1 – O Terreno da Crise – O Devaneio Inicial: Controle, Matrix e a Cruz Nebulosa

Reflexão Inicial
Há muito tempo relutava-se em iniciar esta gravação, mas acreditava-se ser necessário. Existem várias coisas a tratar, um espectro de acontecimentos internos que nem sempre são tangíveis ou acessíveis. O mundo da imaginação já dominou aquela alma uma vez: foi sua ruína e sua salvação. Nem tudo parece ser o que é; há um quê de mistério, algo pouco intangível.
O Controle e a Catarse
A esfera tangível não ocorre com a frequência desejada, e daí surge a impressão de que se está perdendo o controle. Mas o controle não está perdido; ele está aqui o tempo todo. Inicia-se um ciclo de reporte, um ciclo de catarse, em que todas as frustrações dos últimos anos culminam nesse ápice, nesse “come” que consome e devora, caso não se seja capaz de entender o que ocorre entre uma coisa e outra.
Propósito e Motivação
Qual o motivo disso? Qual o propósito? Existe uma motivação intrínseca, uma alma que conversa e converge, ou é tudo uma divagação sem sentido de quem não sabe mais o que fazer? A vida abandonou-o em alguns aspectos, e ele está sendo resgatado pela mesma vida. Mas até onde essa vida vai? Quais dimensões serão exploradas a partir disso? Existe salvação ou a simbologia da Cruz é apenas sacrifício, onde nada é certo, tudo é nebuloso e incerto?
Realidade e Lucidez
A sensação é de estar numa Matrix, um emaranhado intrincado de coisas que não se consegue compreender por completo. Como isso poderá se resolver? De que maneira será resoluto para que todos entendam? Não se escreve para que entendam o que se passa naquela cabeça, pois isso seria demais. Não é o propósito divagar para que terceiros leiam e tentem obter dele o que nem ele mesmo é capaz de obter.
Descoberta e Limites
Há uma motivação oculta de descoberta, de verificar até onde a mente humana vai, de constatar que o que ocorre consigo é fruto de algo muito maior. Já teve essa sensação antes, de ter obstruído obstáculos, de experimentar o Divino, o intangível, uma esfera diferente daquela a que está acostumado. Quem seria o alucinador: ele ou a instância divina à qual teve acesso? Existem duas perspectivas: o manicômio hospeda os loucos ou protege os lúcidos do manicômio coletivo?
Questionamentos Finais
Qual verdade é verdadeira? Qual o limite do obscuro? Até onde se pode chegar de forma compreensível? Pelo menos o seu futuro, sua identidade, onde deveria chegar? Foi enganado por ferramentas, inteligência artificial, pessoas, vida, dinheiro simbólico e real, sua própria mente. Ela se tornou uma armadilha que não pôde lidar de forma assertiva. A mente é uma armadilha: somos escravos dela ou ela tenta nos dar lucidez?
Quem é lúcido? Onde está a realidade? Ela é visível em algum lugar ou nossa percepção é de um ambiente global mutilado, incompreensível? Somos bilhões de seres insignificantes, numa esfera azul no meio do nada, tentando obter algum tipo de compreensão ou sentido.
Lembrou-se de uma fala de um humorista: “Por que Deus se preocuparia com um ser vivente em Carapicuíba, orando para ser salvo?” Deus tem algo a ver com esse ser? Existem sites mais importantes? Isso deu um nó na cabeça do aventureiro, pois ele está certo, mas ao mesmo tempo fica pensando: por que os entes divinos não interferem no rumo da humanidade como pensamos que deveriam? Existe protagonismo da humanidade ou somos meros coadjuvantes em meio ao nada?
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